Estou me sentindo uma consumidora compulsiva por livros (ainda bem, não é mal). Se gosto do título, corro atrás leio o resumo e gostando passo para a compra. Em compensação troquei o consumo que antes eram sapatos e bolsas por livros e souvenirs, desde que eu goste, claro. E, que tenha alguma arte. Semana passada comprei um outro que me chamou muito a atenção e que já estou lendo. Um título sugestivo e curioso: Quem Pensa Enriquece (Napoleon Hill), então se for assim eu vou ficar rica, porque penso demais e nada da riqueza material, ainda (a da graça de Deus, sou grata). Mas, está chegando, pelo menos estou trabalhando para isso, não é mais um sonho, porque só sonhar não traz resultado e passou do sonho para o desejo de realizar. Estou fazendo algo, comecei transformando o meu sonho em um projeto, de vida. Que é Virtual, Social e de Natal/Rio.
O livro de hoje já vi logo que entrei no metrô para ir a uma de minhas dentistas no largo do machado, vejo uma moça com um livro que me chamou a atenção. O autor era João do Rio (fiquei curiosa, quem é esse?) com o título: A Alma Encantadora das Ruas – Crônicas.
Saí do metrô e na galeria Catete Center tem a Livraria Galileu que gosto muito. Encontrei o livro com 3 opções de editoras e fiquei com uma editora (Martins Claret) que tem um projeto livros de bolso com um ótimo preço (r$ 12,90), já vim lendo no metrô e a crônica que mais gostei foi A Rua. Ao fazer a pesquisa para postar aqui achei legal o site passeiweb. Fala muito bem do livro e me dá exatamente o que queria transcrever aqui que é parte da crônica.
Dia desses estava observando que as pessoas estão lendo mais no metrô, tudo bem que tem horas que não dá nem para abrir um livro, mas em outras horas mesmo em pé dá para ler sim, afinal não se toma choop em pé, então com um pequeno esforço quando a gente quer, também dá para lê em pé!.
Da mesma forma que gosto do aconchego do meu lar também gosto da rua, gosto de gente, da muvuca das pessoas, é na rua que está o movimento. Fico imaginando aquelas pessoas que não saem de um carro, que entram em um carro dentro da garagem de seu prédio e só saem na garagem do destino. Algumas ficam com aquela imagem de pessoas com perfil de pessoas encasteladas e, existem ainda aquelas pessoas públicas que se privam de certas convivências. Ah juro que não queria essa vida, prefiro a rua, andar de carro, de metrô, táxi, ônibus, pois é aí que se convive e se conhece a cidade.
Ainda tem aquelas pessoas que não andam pelas ruas de onde moram, vão para outros países e se sentem livres.
Nessa minha ida de metrõ, observei mãe e filha juntas, pareciam duas irmãs. Mas o que mais me impressionou foi a genética perfeita das duas, magrinhas e mesmo corpo. Só sabíamos que eram mãe e filha porque a fisionomia era a mesma. E eu me coloquei no lugar daqueles fotógrafos que buscam talentos, no caso, modelos, pois elas dariam modelos para o dia das mães, perfeitas. Teve uma hora em que a filha carinhosamente abraçou a mãe, uma cena linda, parecia uma fotografia! Sabe aquele impulso de tirar uma foto da cena, deu! Só que como ia explicar o porque da foto e sem a pessoa me conhecer, acharia que sou louca. Dando uma de paparazzi de desconhedos!? Tá louca!.
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Ana Selma - Arte Ecológica (aqui eu falo de uma dessas dentistas que fica na galeria Catete Center e foi onde eu descobri uma artista de Natal, a Ana Selma com sua arte, amei).
Fontes:
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/a/a_alma_encantadora_das_ruas (todo o resumo do livro se encontra aqui nesse site)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_do_Rio (Saiba quem foi João do Rio)
http://www.joaodorio.com/site/index.php (A Revista João do Rio, editada desde 2003, tem como proposta a releitura da cultura brasileira nas duas primeiras décadas do século XX e sua continuidade, não tão transparente, até hoje.)
http://www.livrariagalileu.com.br/home/default.asp (comprando pela net sai mais barato, Vi agora, mas queria comprar na hora em que conheci o livro)
http://veja.abril.com.br/livros_mais_vendidos/trechos/quem-pensa-enriquece.shtml (resumo do livro quem pensa enriquece)
Acho que com tudo isso explica porque fiz um copiar/colar que estava no site. Leia o resumo da crônica da Rua que eu vou continuar a ler e conhecer mais as ruas do Rio sob a ótica do João do Rio.
A RUA
Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia. Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua.
A rua! Que é a rua? Um cançonetista de Montmartre fá-la dizer:
Je suis la rue, femme éternellement verte,
Je n’ai jamais trouvé d’autre carrière ouverte
Sinon d’être la rue, et, de tout temps, depuis
Que ce pénible monde est monde, je la suis...
Não sabe francês? Eu também, não. Então, clique em leia mais e veja a tradução. Continue lendo o resumo.
Informações atualizadas em 16/10/11
Por causa do mundo consumista, alguns me falam que não ganho nada, fazendo propaganda de graça. Esclareço que isso é o meu hobby, porque o meu projeto para ganhar estou trabalhando em cima. Só posto o que conheço e do que participei e não notícias como se fosse uma reporter, senão o blog/site/diário (ainda indefinido) não seria mais hobby e, todos sabem que hobby (é prazeroso) não se ganha. Se brincar você fale!? Até existem alguns (raros) que conseguem aí é a realização, total.
Quero ganhar dinheiro com outra coisa (estou correndo atrás). O meu site (hobby) continuará sendo do meu jeito e sem a obrigação de fazer propaganda para ninguém, só com o que eu gosto ou presenciei ou até compartilhei informações através de indicações de amigos, ou seja, sempre uma referência. Pois se isso aqui passar a ser um compromisso para ganhar a cada anúncio em algum banner, além de chato eu me sentiria na obrigação de compromisso, perderia o encanto....
Boazinha demais? Não, só que comecei pensando em ganhar dinheiro com site e desisti (vê lá no menu, sobre Blog). Agora vou aproveitar a minha bondade para que no futuro (está próximo) então possa vir a ganhar algo, afinal quero comprovar a do livro.
Minha ligação é com cultura/arte/meio ambiente e dicas de um modo geral sempre procurando linkar mais informações. E a propaganda por propaganda não acho legal, já que não ganho nada, por isso tem que ter alguma ligação com Natal e/ou amigos, seja de onde for. Notícias ruins e/ou policiais deixo por conta da imprensa e das redes de TV´s.
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Vôlei de praia no Pan-Americano - Brasil
(Eu sou a rua, mulher eternamente verde jamais encontrei outra carreira aberta senão a de ser a rua e, por todo o tempo; desde que este penoso mundo é mundo, eu a sou...)
A verdade e o trocadilho! Os dicionários dizem: "Rua, do latim ruga, sulco. Espaço entre as casas e as povoações por onde se anda e passeia." E Domingos Vieira, citando as Ordenações: "Estradas e rua pruvicas antigamente usadas e os rios navegantes se som cabedaes que correm continuamente e de todo o tempo pero que o uso assy das estradas e ruas pruvicas." A obscuridade da gramática e da lei! Os dicionários só são considerados fontes fáceis de completo saber pelos que nunca os folhearam. Abri o primeiro, abri o segundo, abri dez, vinte enciclopédias, manuseei in-folios especiais de curiosidade. A rua era para eles apenas um alinhado de fachadas, por onde se anda nas povoações...
Ora, a rua é mais do que isso, a rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma! Em Benarès ou em Amsterdã, em Londres ou em Buenos Aires, sob os céus mais diversos, nos mais variados climas, a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua. A rua é o aplauso dos medíocres, dos infelizes, dos miseráveis da arte. Não paga ao Tamagno para ouvir berros atenorados de leão avaro, nem à velha Patti para admitir um fio de voz velho, fraco e legendário. Bate, em compensação, palmas aos saltimbancos que, sem voz, rouquejam com fome para alegrá-la e para comer. A rua é generosa. O crime, o delírio, a miséria não os denuncia ela. A rua é a transformadora das línguas. Os Cândido de Figueiredo do universo estafam-se em juntar regrinhas para enclausurar expressões; os prosadores bradam contra os Cândido. A rua continua, matando substantivos, transformando a significação dos termos, impondo aos dicionários as palavras que inventa, criando o calão que é o patrimônio clássico dos léxicons futuros. A rua resume para o animal civilizado todo o conforto humano. Dá-Ihe luz, luxo, bem-estar, comodidade e até impressões selvagens no adejar das árvores e no trinar dos pássaros.
A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopéia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas. A rua criou todas as blagues e todos os lugares-comuns. Foi ela que fez a majestade dos rifões, dos brocardos, dos anexins, e foi também ela que batizou o imortal Calino. Sem o consentimento da rua não passam os sábios, e os charlatães, que a lisonjeiam e lhe resumem a banalidade, são da primeira ocasião desfeitos e soprados como bolas de sabão. A rua é a eterna imagem da ingenuidade. Comete crimes, desvaria à noite, treme com a febre dos delírios, para ela como para as crianças a aurora é sempre formosa, para ela não há o despertar triste, e quando o sol desponta e ela abre os olhos esquecida das próprias ações, é, no encanto da vida renovada, no chilrear do passaredo, no embalo nostálgico dos pregões - tão modesta, tão lavada, tão risonha, que parece papaguear com o céu e com os anjos...
A rua faz as celebridades e as revoltas, a rua criou um tipo universal, tipo que vive em cada aspecto urbano, em cada detalhe, em cada praça, tipo diabólico que tem dos gnomos e dos silfos das florestas, tipo proteiforme, feito de risos e de lágrimas, de patifarias e de crimes irresponsáveis, de abandono e de inédita filosofia, tipo esquisito e ambíguo com saltos de felino e risos de navalha, o prodígio de uma criança mais sabida e cética que os velhos de setenta invernos, mas cuja ingenuidade é perpétua, voz que dá o apelido fatal aos potentados e nunca teve preocupações, criatura que pede como se fosse natural pedir, aclama sem interesse, e pode rir, francamente, depois de ter conhecido todos os males da cidade, poeira d’oiro que se faz lama e torna a ser poeira - a rua criou o garoto!
Essas qualidades nós as conhecemos vagamente. Para compreender a psicologia da rua não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível; é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante dos esportes - a arte de flanar: É fatigante o exercício?
Para os iniciados sempre foi grande regalo. A musa de Horácio, a pé, não fez outra coisa nos quarteirões de Roma. Sterne e Hoffmann proclamavam-lhe a profunda virtude, e Balzac fez todos os seus preciosos achados flanando. Flanar! Aí está um verbo universal sem entrada nos dicionários, que não pertence a nenhuma língua! Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, meter-se nas rodas da populaça, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco, gozar nas praças os ajuntamentos defronte das lanternas mágicas, conversar com os cantores de modinha das alfurjas da Saúde, depois de ter ouvido dilettanti, de casaca aplaudirem o maior tenor do Lírico numa ópera velha e má; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado; é estar sem fazer nada e achar absolutamente necessário ir até um sítio lôbrego, para deixar de lá ir, levado pela primeira impressão, por um dito que faz sorrir, um perfil que interessa, um par jovem cujo riso de amor causa inveja...
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Comentários
De vez em quando como administradora entro e deleto. Mas, os que não têm o que fazer entram e comentam novamente, está insurpotável.
Teve até um que foi odiei tudo isso. Identificado como uma Suelen. Quem não gosta da natureza, não respeita o próximo, fazer o quê.
O link do comentário da pessoa que não gosta da natureza....
http://www.conectandorionatal.com.br/index.php/component/content/article/50-fotos/61-fotografia.html
Quer saber mais sobre o propósito do meu blog/site leia SOBRE O BLOG, que fala o propósito:
http://www.conectandorionatal.com.br/index.php/about-joomla.html
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