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Leve seu Gerente ao CINEMA e, suas crianças também.

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Recentemente estive no cinema com duas crianças no shopping Leblon. Minha intenção, além de fazer um ótimo programa, unindo o entretenimento com educação também queria que as crianças captassem as diversas mensagens do filme, os pinguins do papai. Eu, muito exagerada depois do filme é que percebi que era exigir muito que crianças de 3 e 7 anos captassem as mensagens passadas, ótimas e atuais, por sinal. Para uma criança em fase de formação é preciso muito mais. Diariamente e através de exemplos e atitudes  é que de fato elas  percebem o que é a vida. Querer que uma criança saiba o que é suborno só em um filme é demais. Foi uma cena bem gritante sobre o assunto, o porteiro fazendo vista grossa para a entrada dos pinguins no apartamento de Tom Popper, personagem representado por Jim Carrey.
Fico pensando em muitos pais em que hoje em dia deixam a educação do filho somente para a escola e muitos não procuram fazer um passeio com o filho ou levar a um cinema. Educar não é só levar a escola, o lazer existe e é necessário investir e, ainda lembrando que em cidades como o Rio existem muitos passeios que não se gasta tanto. Vejo muito isso em algumas crianças em que os passeios deles são os dos pais. Também pode ser (dependendo do tipo), mas não somente.  É preciso e necessário investir na educação extraescolar, que não deixa de ser um complemento. 
Os pinguins do papai é uma comédia com um conteúdo muito bom e mostrando a realidade atual e a pretensa preocupação com o meio ambiente. Vindo dos EUA, que demorou a assinar o protocolo de Kyoto (conheça em fontes) já é um passo a frente. Vale a pena fazer esse programa, leve suas crianças, o filme é lindo o que mais gostei foi do final, cada ser em seu habitat natural...Vá conferir.

Aproveitando a ida ao cinema e a a relação com filmes que educam, lembrei de um livro que comprei em 2006.

Você já teve vontade de levar seu gerente ao cinema?
Eu, já e muitas vezes, já tive vários gerentes e muitas vejo aquele personagem da ficção como sendo o meu gerente. Tudo bem, algumas vezes também me vejo em alguns personagens. Bom ou ruim? Procuro sempre fazer uma autoavaliação. Afinal, é no escurinho do cinema que nos confrontamos, revemos valores e saímos de lá pensando o que de fato acontece é real ou ficção?  Quantas vezes não dizemos na real, já vi essa cena!.
Essa introdução é que uma vez vi uma colega de trabalho presenteando nosso gerente com esse livro e fiquei curiosa em conhecer mais sobre o livro e em uma das vindas Natal/Rio (2006) encontrei na livraria do aeroporto de Natal.
Já emprestei a um gerente e ele adorou. Mas, ele é um daqueles gerentes que está sempre aberto a críticas e/ou sugestões é mais fácil a receptividade para se chegar com um livro desses . É para um gerente que está sempre em busca de melhorar a sua gestão, consequentemente como pessoa. 
Parte do prefácio do livro, fala:
Não quer dizer que todo executivo precisa ser um intelectual; nem mesmo um mecenas das artes. Espera-se sim que tenha uma estrutura intelectual para vencer seus desafios, o que não é dado por jogos de empresa e nem por um exercício em cordas altas......Quem acha que o bem e o mal nas organizações são conveniências circunstanciais, perderá tal ingenuidade ao defrontar-se com a figura enorme de Marlon Brando em Apocalypse Now, a própria personificação do mal. Aqueles não veem saída para a relação autoritária de dependência entre superior e subordinado, descobrem que o rompimento pode ser traumático, mas grandioso. Jane Fonda rebela-se contra seu marido na versão cinematográfica de Casa de Bonecas, de Ibsen. Deixa de lado a fachada e vai à luta, reconstruindo sua identidade. Isso é que é exercício de autoestima e não certas celebrações de sub arte que existem por aí. 

Três filmes que escolhi para transcrever aqui, a quem interessar. São temas sempre atuais.

Título do filme: O informante
ACIMA DO BEM E DO MAL.
Filme de Michael Mann extrapola o seu tema principal e expõe bastidores do jornalismo.
“Atenção; revelar a verdade por ser prejudicial” , diz a publicidade do filme O Informante.
Temas envolvidos:
Assédio motal, clima organizacional, conflito, ética, liberdade de imprensa, poder empresarial, poder da mídia, negociação, responsabilidade social, valores.

Título do filme: FormiguinhaZ
NÃO ESPERE QUE AS COISAS MUDEM...MUDE VOCÊ.
É uma fábula para todas as idades (faço aqui uma relação com o filme do Jim Carrey, Os pinguins do Papai).
Temas envolvidos:
Busca de objetivos, clima organizacional, competição, comportamento de grupos, conflito, desenvolvimento de equipe, ética, liderança, luta pelo poder, persistência, preconceito, solidariedade, sonhos (busca de).

Título do filme: Rudy
A história de Rudy é, acima de tudo, uma poderosa ilustração da força de vontade do ser humano, capaz de tornar seus sonhos uma realidade, mesmo quando desprovido de grandes talentos ou inteligência acima da média.
“CUIDADO COM SEUS SONHOS, ELES PODEM SE REALIZAR”
Temas envolvidos:
Busca de objetivo, busca do sonho, desafio, persistência, solidariedade, superação de limites, valores.

ps: Comprei o livro com a intenção de conhecer/rever todos os filmes em que a autora cita, claro que ainda não fiz isso, tem tempo....

ps1: O programa do filme foi no shopping Leblon porque era o mais próximo a minha casa.  Mas, já falo aqui que levar crianças ao shopping Leblon para ver filme, não sai barato. Também pudera é o Leblon!. Não costumo falar em custos (site não é serviço). Afinal,  quem sabe os custos e quanto pode gastar é você, só passei a dica.  De qualquer forma vale a pena, tudo. Desde a ante-sala dos cinemas com a vista para o Cristo Redentor e o visual da Lagoa Rodrigo de Freitas. Para quem está visitando à cidade, só vale. Quanto aos custos aí é com o seu bolso, passei a dica porque programa com criança é sempre uma surpresa, pois já sempre tem aquele algo mais.

Parte de uma crítica do livro LEVE SEU GERENTE AO CINEMA , por Carlos Alberto Mattos:
Procurando Nemo agradou a crianças e adultos, intelectuais e donas-de-casa, empedernidos e moderninhos. Agora sabemos que o filme da Disney/Pixar também pode interessar diretamente a patrões e empregados. Além de uma diversão de primeira e de um triunfo da animação computadorizada, é uma fábula sobre aprendizagem, espírito de equipe, assunção de riscos, superação de limites, busca de objetivos, solidariedade e outros tantos temas que interessam ao gerenciamento de recursos humanos nas empresas. É essa faceta específica do cinema que Myrna Silveira Brandão ilumina no livro Leve Seu Gerente ao Cinema – Filmes que Ensinam.

A jornalista e socióloga Myrna Silveira Brandão, presidente do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, é uma apaixonada estudiosa do tema da convivência humana no cinema. Possui uma vasta experiência na utilização dos filmes como ferramenta de treinamento e desenvolvimento, o que a levou à diretoria cultural da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Rio de Janeiro. No artigo que serve de introdução do livro, ela invoca o teórico Hugo Munsterberg, que dividiu o desenvolvimento do cinema em externo (tecnológico) e interno (o seu uso pela sociedade). Assim, tomar os trechos dos filmes como metáforas de comportamento válidas para as empresas e a vida ao seu redor seria uma maneira de estimular e aferir esse desenvolvimento interno do cinema.

http://cinemacomrapadura.com.br/criticas/214052/os-pinguins-do-papai-jim-carrey-volta-ao-genero-que-o-consagrou/ (crítica sobre o filme de Jim Carrey, os pinguins do papai)

http://www.adorocinema.com/filmes/os-pinguins-do-papai/ (trailer e toda a ficha sobre o filme)

http://www.abrhrj.org.br/typo/index.php?id=511 (Biografia da Myrna Silveira Brandão)
http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?artigo=780 (Leia toda a crítica sobre o livro por Carlos Alberto Mattos)
http://www.brasilescola.com/geografia/protocolo-kyoto.htm (saiba o que é o protocolo de Kyoto)
http://www.greenpeace.org.br/clima/pdf/protocolo_kyoto.pdf (aqui fala que o EUA assinou o tratado)
www.youtube.com/all_comments?threaded=1&v=kg8rlSi5MlA (música de John Lennon -  All we saying is give a peace a chance) 
http://www.shoppingleblon.com.br/ (site do shopping Leblon)

Clique em Leia mais e conheça o que fala a autora do livro sobre os três filmes que escolhi acima:

 

NÃO ESPEQUE QUE AS COISAS MUDEM... MUDE VOCÊ
Uma fábula para todas as idades
Dos sinais de fumaça e sons de tambores do passado à Internet de hoje, parece não haver limites ao progresso, quando de trata de encontrar o melhor meio de enviar uma mensagem.
Na área de treinamento e desenvolvimento, por exemplo, são cada vez maiores as possibilidades de tornar um programa mais motivador ou propiciar uma assimilação mais rápida pelas pessoas. Só para lembrar algumas: O teatro, O psicodrama, a música, as histórias em quadrinhos, o cinema e, neste último, o filme de animação, cada vez mais enriquecido com as técnicas de digitação computadorizada, estão aí disponíveis para serem usadas.
O resultado de uma pesquisa denominada “Mitos, Símbolos e Metáforas” - realizada pelo Laboratório de Pesquisa sobre Infância, Imaginário e Comunicação (Lapic), um grupo multidisciplinar ligado à USP – Concluiu que a maioria dos desenhos animados pode ser um eficiente instrumento pedagógico para transmitir valores éticos, morais e modelos de comportamento.
Essa introdução vem a propósito do filme FormiguinhaZ (Antz), o filme de animação de Eric Darnell e Tim Johnson, primeiro desenho produzido pela Dreamworks, que estreou num terreno até então totalmente dominado pela Disney.
O filme é uma fábula de como as pessoas determinadas a mudar sua vida podem fazê-lo através do emprenho pessoal. É o que acontece com a formiga Z, que vive uma vida infeliz e decide que as coisas não podiam fciar assim – e que vai mudar sua vida.
A história se passa dentro de um formigueiro onde é reproduzido, como numa metáfora,  o nosso mundo aqui fora: Há formigas guerreiras como Cutter; há as privilegiadas e poderosas como a princesa Bala; há formigas operárias como Z; e há as autoritárias como o General Mandíbula que, utilizando um discurso populista, pretende conquistar as formigas operárias para dar um golpe e tomar o poder. Nessa aventura do bem conta o mal, o filme é também uma denúncia muito pertinente sobre o suposto “lugar” das pessoas numa sociedade discriminatória.
O filme, intencionalmente, não é direcionado apenas para crianças. Tanto que ele é cheio de referências ao mundo adulto: a primeira cena, por exemplo, mostra Z numa consulta com um psicólogo.
FormiguinhaZ enche os olhos. Os desenhos são encantadores, assim como as mensagens mostrando que quando você quer uma coisa e vai à luta, as forças do universo parecem conspirar a seu favor.
Como na cena em que as formigas cantam os versos inesquecíveis de John Lennon: “all we are saying, is give Z (peace) a chance”.

ACIMA DO BEM  E DO MAL
Filme de Michael Mann extrapola o seu tema principal e expõe bastidores do jornalismo.

“Atenção; revelar a verdade por ser prejudicial” , diz a publicidade do filme O Informante (the insider), de Miachael Mann, que adaptou para as telas a história real de Jeffrey Wigand, a partir do artigo “The Man Who Knew Too Much”, da jornalista Marie Brenner.
Mas, apesar de a frase fazer uma alusão clara à tarjeta colocada nos pacotes de cigarro sobre os perigos do fumo. Man coloca em discussão questões profundas relacionadas com a ética, a quebra de confiança e do sigilo e sua possíveis consequências, a liberdade de imprensa e, principalmente, sobre o poder cada vez maior que as grandes corporações e a mídia adquiriram nos dias de hoje.
O filme acompanha a história de Wigand, um especialista em endocrinologia e bioquímica. Em 1989, ele foi contratado pela companhia de cigarros Brown & Williamson, um subsidiária da British American Tobacco, para chefiar o departamento de pesquisas da empresa.
Em 1993, Wigand foi demitido porque se recusava a cooperar no desenvolvimento do uso químico da amônia para aumentar a “eficácia” dos efeitos da nicotina nos cigarros fabricados pela companhia.
Antes de sair, porém, Wigand é devidamente alertado pelos patrões no sentido de cumprir o contrato
de sigilo que o proíbe de revelar relatórios da empresa, sob pena de ser processado e perder o seguro médico para sua família, garantido no acordo de rescisão.
As ameaças, no entanto, não impedem que Wigand conceda uma entrevista bombástica a Lowell Bergman (interpretado por Al Pacino) – produtor do programa 60 minutos da poderosa Rede de TV CBS – revelando as práticas da Brown & Williamson e as pesquisas da indústria tabagista.
A partir daí, a vida de Wigand torna-se um inferno: ele é alvo de uma campanha difamatória, começa a sofrer ameças de morte e é abandonado por sua família, que não suporta a pressão exercida sobre todos. Por fim, acaba se refugiando num hotel para afogar-se na bebida. 
A entrevista, no entanto, não vai ao ar. Bergman – que não havia medido esforços para convencer Wigand a depor – é informado de que a reportagem foi cancelada porque poderia provocar um processo contra a CBS e prejudicar a transação que ela vinha fazendo com a Westinghouse Electric, que culminou com a compra da emissora em 1997.
Inconformado com a não-transmissão do que poderia ser o programa de denúncia mais revelador dos últimos anos – e após Wigand ter se arriscado tanto – Bergman decide contar a história ao Wall Street Journal que, surpreendentemente, a publica no dia seguinte incluindo os bastidores de toda a trama.
O filme deixa claro que, para os envolvidos nessa luta desigual, nada mais será como antes. A vida de Wigand está destruída, e o próprio Bergman pede demissão da CBS, mesmo depois de o programa ter, finalmente, ido ao ar.
O Informante mostra, de forma muito real, a crueza (e a crueldade
) do jogo do poder e dos interesses acima do bem e do mal. Mas também mostra como, às vezes, é possível lutar contra isso.  

“CUIDADO COM SEUS SONHOS, ELES PODEM SE REALIZAR”


A frase do título acima – de autoria do poeta gaúcho Mário Quintana – resume toda a história real de Daniel Ruettiger, adaptada para a tela pelo diretor David Anspaugh no seu filme Rudy, de 1993, uma história que fala de sonhos, ou melhor, da persistência em perseguir um sonho.
Rudy, como Daniel era conhecido, tinha um sonho: entrar para a Universidade de Notre Dame e jogar no time da escola. E para realizá-lo estava disposto a tudo.
Tudo, no entanto, estava contra ele. Rudy era pobre, franzino, pouco brilhante e vivia com sua família, todos operários siderúrgicos – na pequena cidade de Joliet, Indiana . Estava longe de conseguir alcançar as notas exigidas para entrar na Universidade e, à exceção dele mesmo, ninguém acreditava nele.
A família, os amigos, os professores, os vizinhos, todos procuravam mostrar a Rudy que ele não tinha a força nem a inteligência suficientes para entrar em uma universidade de elite como a Notre Dame. Jogar no famoso time de futebol americano da faculdade, então, nem pensar.
Mas nada conseguia demovê-lo. Seu desejo era tão forte que apenas usar o uniforme do time, pegar na bola pelo menos uma vez durante todo o campeonato, ou simplesmente conseguir colocar seu nome nos ar5quivos da Universidade, já lhe bastavam. E, para isso, ele parte para a luta.
Consegue inicialmente ser aceito em outra universidade perto de Notre Dame – a Holy Cross – e, depois de um enorme esforço para obter as notas necessárias, entra na sonhada Universidade. Como não tinha dinheiro para pagar o alojamento da escola, dormia num canto da sala de material de limpeza do estádio. E, após enfrentar toda sorte de adversidades, consegue passar num teste da equipe de futebol. Classifica-se em último lugar apenas para jogar nos treinos, sem sequer ter o direito de ficar no banco dos reservas e assim vestir o uniforme da universidade para os jogos oficiais. Nada, no entrando, o esmorece.
O pai e todos que o conhecem acham que ele enlouqueceu, mas Rudy vai provar o contrário, e um dia finalmente, quando aparece uma chance de entrar em campo, ele ajuda o time a vencer a final.
O filme tem uma força que nos envolve. De uma forma ou de otura, cada espectador encontra uma   maneira de se identificar com aquele garoto persistente que batalhava com chaces mínimas para alcançar o que queria, mesmo que isso fosse um sonho que todos achavam delirante e impossível.
A história de Rudy é, acima de tudo, uma poderosa ilustração da força de vontade do ser humano, capaz de tornar seus sonhos uma realidade, mesmo quando desprovido de grandes talentos ou inteligência acima da média.



 

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