Hoje me deu curiosidade de saber de onde vem a frase (no mar estava escrito uma cidade) que está escrita no banco da estátua do Drummond, então a melhor forma de saber é pesquisando e só assim eu começo a ler tudo que o Drummond publicou. A frase faz parte de um de seus poemas, Mas viveremos.
Vocês já devem ter notado como sou apaixonada por Copacabana e por essa estátua de Drummond, não!!...
Se tiver curiosidade em saber mais sobre Drummond, então acesse Carlos Drmmond de Andrade (wiki)
Aproveitando mais uma vez, ao falar de Drummond então vou postar aqui as fotos que fizeram parte da exposição Cow parade em 2007.
Todas as fotos foram retiradas da net. A primeira foi do fotolog.com.br e a segunda está identificada na própria foto.
Informação atualizada em 20/06/2011.
Dedicatórias para os amigos (aqui é um livro que reune as dedicatórias de Drumond em verso)
Informação atualizada em 29/06/2011.
No post que fiz hoje Meia noite em Paris na Lagoa Rodrigo de Freitas - Cinépolis Cliquei a vaquinha que lê um livro ao lado de Drummond (veja em leia mais). Hoje ela está lá no shooping Leblon, ao lado da loja de sua proprietária. Clique em
Informação atualizada em 23/08/11 a inclusão da vaca que está exposta no metrô da Carioca. Veja em leia mais.
Assuntos relacionados:
Drummond, Copacabana e meus cliques.
Evento de Capoeira na atlântica.
Informações atualizadas em 31/10/11
Pena que hoje o dia está chuvoso e só cheguei em casa à noite, senão teria ido clicar uma foto comemorando os 109 anos do Drummond. Conheça e saiba mais sobre Carlos Drummond de Andrade - 109 anos de nascimento.
E link o http://diadrummond.ims.uol.com.br/#destaques
Atualização de notícias sobre a estátua em 03/01/2010.
Fonte: VejaRio da edição de veja nº 2146 - ano43 - nº1.
Desde a sua inauguração, em 2001, os óculos de Drummond foram furtados sete vezes. No dia 28/12/2009 ele ganhou o seu oitavo óculos (cada reparo custa em média 3000 reais). Só que agora foram instaladas duas câmeras de vigilância no canteiro central da Avenida Atlântica, para inibir o ataque de vândalos. O poeta de Itabira não ´o único notável do século XX eternizado pelas ruas do Rio. Pela cidade, há espaço para homenagens aos compositores Dorival Caymmi, Pixinguinha e Noel Rosa e aos jornalistas Ibrahim Sued e Zózima Barroso do Amaral, entre outros.
A revista deixou de citar a de Ary Barroso, que fica no Leme, só que, por ser do outro lado do calçadão, não fica tão visível para o turista, aguardem que postarei aqui mais detalhes.
Informações atualizadas em 20/10/11
É uma exposição de arte pública internacional que foi apresentada nas principais cidades do mundo, sendo que a primeira vez no Brasil foi em 2007. As esculturas das vacas são em fibra de vidro, foram decoradas por artistas locais e distribuídas pelas cidades, em lugares públicos como estações de metrô, avenidas importantes, e parques. Depois da exposição, as vacas foram leiloadas e o dinheiro entregue a instituições de caridade.
Claro, que polêmicas geraram, mil. Uns adoraram, outros acharam um horror, mas não deixou de ser diferente, aliás como muitas coisas que a cidade oferece. E, o diferente, para alguns, sempre vai existir...
Foi realizada uma pesquisa pela internet do jornal o globo e quem ganhou o primeiro lugar, foi a vaquinha poeta e depois de realizado o leilão no Rio Design Barra, também foi considerada a preferida do público, a “Vaca do Drummond”, dos artistas Celso da Silva e Alexandre Cardoso, e ficou claro no leilão quando ela ganhou com o lance, R$ 35,5 mil. Quem arrematou foi uma empresária Carioca de 32 anos, já dizendo que tinha um lugar reservado para a vaquinha.
“Ela vai para minha casa em Itaipava. Já tem até um cantinho reservado para ela. Eu queria muito levar essa vaca porque ela é muito bonita e possui um grande significado. Eu vim aqui para levar apenas uma escultura, mas quando eu vi a ‘Vaca do Drummond’, me apaixonei”, declarou a empresária, que também levou para casa a vaca “Paraíso Tropical”.
MAS VIVEREMOS
(Carlos Drummond de Andrade)
Já não há mãos dadas no mundo.
Elas agora viajarão sozinhas.
Sem o fogo dos velhos contatos,
que ardia por dentro e dava coragem.
Desfeito o abraço que me permitia,
homem da roça, percorrer a estepe,
sentir o negro, dormir a teu lado,
irmão chinês, mexicano ou báltico.
Já não olharei sobre o oceano
para decifrar no céu noturno
uma estrela vermelha, pura e trágica,
e seus raios de glória e esperança.
Já não distinguirei, na voz do vento
(Trabalhadores, uni-vos...) a mensagem
que ensinava a esperar, a combater,
a calar, desprezar e ter amor.
Há mais de vinte anos caminhávamos
sem nos vermos, de longe, disfarçados,
mas a um grito, no escuro, respondia
outro grito, outro homem, outra certeza.
Muitas vezes julgamos ver a aurora
e sua rosa de fogo à nossa frente.
Era apenas, na noite, uma fogueira.
Voltava a noite, mais noite, mais completa.
E que dificuldade de falar!
Nem palavras nem códigos: apenas
montanhas e montanhas e montanhas
oceanos e oceanos e oceanos.
Mas um livro, por baixo do colchão
era súbito um beijo, uma carícia,
uma paz sobre o corpo se alastrando,
e teu retrato, amigo, consolava.
Pois às vezes nem isso. Nada tínhamos
a não ser estas chagas pelas pernas,
este frio, esta ilha, este presídio,
este insulto, este cuspo, esta confiança.
NO MAR ESTAVA ESCRITO UMA CIDADE,
no campo ela crescia, na lagoa,
no pátio negro, em tudo onde pisasse
alguém, se desenhava tua imagem,
teu brilho, tuas pontas, teu império
e teu sangue e teu bafo e tua pálpebra,
estrela: cada um te possuía.
Era inútil queimar-te, cintilavas.
Hoje quedamos sós. Em toda parte,
somos muitos e sós. Eu, como os outros.
Já não sei se vossos nomes nem vos olho
na boca, onde a palavra se calou.
Voltamos a viver na solidão,
temos de agir na linha do gasômetro,
do bar, da nossa rua: prisioneiros
de uma cidade estreita e sem ventanas.
Mas viveremos. A dor foi esquecida
nos combates de rua, entre destroços.
Toda melancolia dissipou-se
em sol, em sangue, em vozes de protesto.
Já não cultivamos amargura
nem sabemos sofrer. Já dominamos
essa matéria escura, já nos vemos
em plena força de homens libertados.
Pouco importa os dedos se desliguem
e não se escrevam cartas nem se taçam
sinais da praia ao rubro couraçado.
Ele chegará, ele viaja o mundo.
E ganhará enfim todos os portos,
avião sem bombas entre Natal e China,
petróleo, flores, crianças estudando,
beijo de moça, trigo e sol nascendo.
Ele caminhará nas avenidas,
entrará nas casas, abolirá os mortos.
Ele viaja sempre, esse navio,
Essa rosa, esse canto, essa palavra.







Comentários
PRINCIPALMENTE AS Q Ñ TEM SENTIDO
BJUS
e por incrivel que pareca, voce lembrou desta foto, que legal eu achei!!!!!!!!mu ito bom mesmo,
parabens !!!!
bjs
E eu tenho uma foto com ele...rsrsrs...ainda volto la... em bre...
Bjus
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