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Quando cheguei ao Rio fui com os cariocas conhecer a feira de São Cristovão, na época então mais conhecida como a feira dos Paraíbas (nem se falava em blog). Não deu outra, a primeira barraca que gostei foi a barraca da Chiquita. Passados alguns anos, a inauguração em setembro de 2003 do novo pavilhão de São Cristóvão, continuo fiel a minha preferência. Claro que isso não me impede que conheça outras barracas. Já conheci várias e, como digo, existem barracas para todos os gostos e bolsos, escolha a sua. Transcrevi abaixo parte da história da barraca da Chiquita, contada em verso e prosa através da literatura de cordel do mestre Azulão.
Ao ler esses versos da literatura de cordel, senti como se visse um filme, pois quando a conheci ainda era em lona mesmo - como ele cita - mas já se diferenciava das outras pela limpeza, bom atendimento, qualidade total....Ou seja, a qualidade é o que predomina mesmo, não interessa o local. Hoje, com um ambiente completamente diferente - já que as barracas de lona passaram para dentro do pavilhão - nem se fala, é outra estrutura: o diferencial continua. Tem até espaço para as crianças brincarem! Vale a pena conhecer! Para quem gosta de uma comida típica nordestina é uma boa pedida para almoço aos finais de semana. Bom apetite!
Quando cheguei aqui no Rio tudo o que fazia e conhecia pegava folders e guardava para os amigos. Ainda não se falava em blog tanto quanto hoje, mas sempre gostei de passar as dicas para outras pessoas. Então, agora que existe blog, tudo que faço é com a visão de blogueira. Aqui seguem as fotos que foram tiradas com a Chiquita e meus conterrâneos/família: um primo e um sobrinho que em uma delas eles estão parecendo duas crianças brincando na rede. Dá pra imaginar as crianças nesse ambiente. Os pais podem ficar tranquilos e os filhos vão adorar.
São duas entradas. Em uma delas é a do nosso rei do Baião, Luiz Gonzaga. E a outra é a do Padre Cícero.
Aguardem postagem sobre o Rei do Baião (Luiz Gonzaga) e o Rei da Bossa Nova (Tom Jobim) de regiões diferentes (nordeste/sudeste). No final é tudo Brasil, são os nossos reis. Vejam o mapa aos pés do rei do baião: ISTO É BRASIL......Isso está bem claro na foto em que os meninos apontam a bandeira do RN.
Tel (21)3860-2929 / 3860-2047
Pavilhão de São Cristovão – Rio – Brasil
Av. Nordeste – Palco Jackson do Pandeiro.
Conheça mais detalhes da barraca através do site:
http://www.barracadachiquita.com.br/
Aqui está transcrito só uma parte da história da Barraca da Chiquita contada em Cordel.
Querendo conhecer a leitura completa do Mestre azulão, peça o livreto na barraca.
Informações atualizadas em 23/07/2011
http://vejario.abril.com.br/especial/dez-motivos/feira-sao-cristovao-634256.shtml (ótimas dicas da feira, além da Chiquita temos outras)
Assuntos relacionados:
São João no Pavilhão - São Cristovão
A BARRACA DA CHIQUITA
Autor: José João dos Santos (Mestre azulão)
No pavilhão de São Cristovão
Grande área que domina
As setecentas barracas
Cada qual bem genuína
A qualquer dia que for
Lá você sente o sabor
Da comida nordestina.
Dentre todas as barracas
Grande, pequena e bonita
Na mesma autenticidade
Que o freguês necessita
Onde bebe e come bem
Ali se encontra também
A barraca da Chiquita.
Chiquita, uma cearense
Que parece uma menina
Muito comunicativa
Dona de educação fina
Tudo, da cabeça ao pé
Dando entender que ela é
Uma fiel nordestina.
Por ser alegre e risonha
Se torna até mais bonita
Seu nome é Francisca Alda
Que outra não lhe imita
Talvez por ser pequenina
Desde o tempo de menina
Chamam ela de Chiquita.
Das feirantes do seu tempo
Ela é uma das primeiras
Isso há vinte e nove anos
Ela e outras barraqueiras
Que tornaram heroínas
Das comidas nordestinas
Que não tem nas outras feiras.
Desde o tempo quando a feira
Não era no Pavilhão
A barraca da Chiquita
Tinha a sua perfeição
Com moças bem asseadas
E as comidas guardadas
Nas vitrines do balcão.
Num ambiente higiênico
Expunha a comedoria
O freguês que via o zelo
Só a ela preferia
Por agir dessa maneira
Sua barraca na feira
Aumentou a freguesia.
O povo via limpeza
E garçonete bonita
Atendendo com carinho
Que o freguês necessita
A notícia se espalhava
E o povo só procurava
A barraca da Chiquita.
Todas as barracas da feira
Tinham da mesma comida
Mas a parte da limpeza
Talvez ficasse esquecida
Por ter mais zelo e bonita
A barraca da Chiquita
Era a mais preferida.
E com todos esses anos
Que a feira permaneceu
Com as barracas de lonas
A da chiquita cresceu
Frequentada rigorosa
Por gente alta e famosa
Que lá comeu e bebeu.
Chiquita se empenhava
Melhorando o seu sistema
De ampliar e tratar bem
Era esse o seu emblema
Que se tornou um local
De pessoas do jornal
Televisão e cinema.
Era encontro de artistas
De rádio e telenovela
Onde jantavam e bebiam
Dando parabéns a ela
Da culinária o valor
Principalmente o sabor
De toda comida dela.
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Este é o movimento
Da barraca da Chiquita
Não estou exagerando
Na minha poética escrita
Quem de mim ficar zombando
Vá pra lá e fique olhando
Que vê tudo e me acredita.
Mais um livro de cordel
Aqui transmito ao leitor
Zele com muito carinho
Um poema de valor
Livre de qualquer censura
Aceita a nossa cultura
O saber do seu autor.







Comentários
My blog:
Credit Immobilier puis rachat de credit pass
Lamentável.Todos que já foram lá, pelas dicas não tiveram problema. Entra no site de lá e faz essa mesma reclamação qeu você colocou. Pois esse não é um site de serviço, mas simplismente as dicas por ando passo. Todas as vezes que fui. Não teve problemas.
ate breve
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